quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A geração Y e os profissionais multitarefas - Limites e Riscos

Conhecida por sua facilidade de aprendizagem e proatividade, a Geração Y, como são chamados os profissionais nascidos na década de 80. São trabalhadores que se desenvolveram em um mundo de resultados rápidos, “A Geração Y tem pressa porque se acostumou a apertar um botão no computador e resolver tudo”, diz Maria Lúcia Pettinelli, coach do Instituto EcoSocial. Com a situação econômica instável, esses profissionais devem ter calma e aprender a manter o foco. Para isso, eles podem contar com a ajuda da geração anterior, que já passou por crises e sabe como agir. “A Geração Y deve estar empenhada em se espelhar nos seus superiores, para que, mais tarde, possa ensinar a próxima geração o que fazer em cenários econômicos complicados”, explica Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.com.br.
Eduardo Barbosa Sakemi, superintendente de TI e da Educação do CIEE, defende a mesma postura que Abrileri e comenta que os mais novos devem se inspirar na disciplina dos mais velhos, afinal estes trabalharam em um época de menos recursos e tiveram que batalhar bastante para obter resultados.
No entanto, não são apenas os profissionais com mais anos de mercado que têm lições a passar. Mesmo os membros da Geração Y, também conhecida como Geração do Milênio, têm qualidades úteis para solucionar a crise e, na opinião de Sakemi, a alta capacidade de aprendizagem é uma delas. “Os profissionais vêm muito informados, bem sintonizados e com facilidade de entender o processo de comunicação”, diz o superintendente.
Para Maria Lúcia Pettinelli, coach do Instituto EcoSocial, o ponto forte dos Y é o senso de coletividade. Por terem se desenvolvido em um ambiente com conceito de rede, eles tendem a trabalhar em grupo e, assim, buscar soluções em conjunto. “Os integrantes da Geração Y sabem se apoiar mutuamente nesse momento de crise”, comenta Maria Lúcia.
Outra característica importante é o que Abrileri chama de “capacidade de multitarefa”. Segundo o presidente da Curriculum.com.br, os profissionais mais novos conseguem dar atenção para várias tarefas ao mesmo tempo. Isso porque eles cresceram em um mundo multimídia, aprendendo a administrar diversas atividades concomitantemente.
Chegamos ao ponto, "profissional multitarefa" isso é bom ou ruim para as organizações e as pessoas?
Sim, os profissionais da geração Y cresceram em uma sociedade multimída, auxiliados e pressionados por diversos canais de comunicação, estes devem ser capazes de responder a multidemandas o tempo todo. São ágeis, poupam investimentos com várias cargos, são bem vistos no mercado.
Mas, neurocientistas, psicólogos e economistas, a algum tempo, estão tentando alertar os profissionais e as organizações dos riscos que esse hábito pode trazer, estes debatem se realmente realizar várias tarefas ao mesmo tempo é eficiênte e lavantam discussões sobre as consequências dos ambientes profissionais em que a realização de muitas tarefas é parte da rotina. Universidades de Stanford, Califórnia e a consultoria de pesquisa Basex apontam disturbios nas atividades mentais e prejuízos as organizações após a realização de diversos testes em grupos de profissionais multitarefas e os que naõ possuem esta habilidade. Foram revelados os seguintes dados:


  1. Os profissionais multitarefas não eram melhores em nada em relação aos outros.
  2. Estes não conseguiram filtrar informações irrelevantes ou organizar suas memórias.
  3. Tinham dificuldade de se concentrar.
  4. As interrupções custavam até 25 minutos de produtividade, pois ao se desconcentrar demoram muito para focarem em sua atividade novamente ou em outra.
  5. Os ambientes multitarefas podem estar gerando prejuízos, estimados, de US$ 650 Bilhões somente nos EUA.
  6. Agravam a dispersão, hiperatividade e procrastinação.
  7. Aumentam ingestão de medicamentos para controle de problemas de falta de atenção e hiperatividade.

Estudos indicam que em 1990 eram produzidos 2,8 toneladas e em 2006 a produção pulou para quase 38 toneladas da droga para o problema de Transtorno do Défict de Atenção e Hiperatividade (TDHA), chamada Ritalina, indicada a crianças diagnosticadas com TDHA.

Os profissionais multitarefas podem custar mais caro do que se imagina.
Pense em uma agência de publicidade, quanto tempo um profissional perderia se tivesse de fazer várias tarefas ao mesmo tempo ao invés de somente criar?

Estudos também comprovam que principalmente para a criação, necessitamos de tempo e foco para conseguirmos melhores resultados. Grandes criadores da história passaram meses dentro de seus quartos estudando suas teses, criações, textos, obras, etc. Como seria a história do mundo se Charles Darwin ao invés de se dedicar totalmente a biologia e ciência tivesse um pai ou chefe que o fizesse fazer trabalhos artisticos entre seus estudos sobre as espécies?
Imagine a produtividade de um executivo que ao invés de se concentrar no plano de negócios e estratégia, tenha que pensar também no fluxo de caixa, pesquisa de mercado, cabeamento da rede dos computadores e na folha de ponto?

Alguns cargos podem ser multitarefas, mas os que necessitam de total atenção dos profissionais devem ser restritos aquilo. Como na Google e Facebook onde o colaborador tem uma tarefa, se está cansado do que está fazendo ele não tem que encher sua cabeça com outra tarefa, ele pode sair e tomar um café com os amigos, ele continua pensando no seu trabalho, na sua criação e volta ainda onde parou, as vezes com idéias melhores das que tinha.

Muitas são as vantagens, já cansamos de vê-las em todo lugar, mas muitas são as desvantagens, limites e riscos desta prática.

2010 – Este ano vai mesmo ser novo?

Por que os anos são sempre novos mas estamos sempre com nossos velhos hábitos?

Aproveitando que faltam somente dois dias para o ano novo e que todos estão falando disso, também vou entrar na dança!
Feliz Ano Novo, que 2010 seja melhor que 2009 e que seus anos novos sejam sempre melhores que os anteriores.
Mas agora, se o ano é novo nossas atitudes também deverão mudar para fazer com que o ano seja realmente novo, para fazer com que a virada mude mesmo alguma coisa. Não somente o calendário.
Pense, se nós estudássemos mais sobre política, sociologia, economia e direito será que o Brasil não seria melhor? Se estudássemos mais línguas será que não teríamos mais cases de sucesso de brasileiros no topo de organizações multinacionais bem sucedidas? Será que se nos empenhássemos mais nos estudos, desde o fundamental ao médio, quando éramos pequenos e agora que temos como mudar a rotina das crianças a nossa volta, poderíamos ter mais que um Benjamin Franklin, Albert Einstein, Peter Drucker, Pablo Picasso, Philip Kotler, Oscar Niemeyer, William Shakespeare e Pelé por ai no mundo e por aqui no Brasil?
Muitas vezes desperdiçamos tempo e dinheiro em passatempos desnecessários e que não irão melhorar em nada as circunstâncias em que vivemos. Não ia ser muito mais exaustivo se ao invés de dormirmos na aula de uma matéria que não gostamos, tentássemos prestar atenção para pelo menos saber noções daquilo que provavelmente não seguiremos no futuro, mas que poderá ajudar em muito no processo criativo de qualquer coisa que tentar fazer no futuro. E então se ao invés de prestar atenção naquela matéria chata, naquele tempo você então tivesse se empenhado a se aprofundar na matéria que você gosta? Você saberia muito mais do que você segue hoje, não saberia?
A mudança de hábito não é muito difícil, é uma questão de vontade e persistência.
Se achamos que estamos apenas aprendendo e ensinando aos nossos filhos coisas erradas quando assistimos as novelas da TV, se matricule em uma nova faculdade ou curso de línguas, compre para seu filho livros e vídeos que tem o assunto que ele mais gosta de ver na escola, nem que seja um toque bem leve daquilo, para estimular seu conhecimento no que gosta.
Se ele é bom em artes e vai mal em matemática, lógico que ele precisa de aulas de reforço de matemática, mas necessita mais ainda de aulas de artes, e da área que ele mais gostar. Se todos os pais fizessem observações desse tipo, estariam contribuindo para um mundo melhor em todos os aspectos, pois as pessoas cresceriam fazendo o que gosta e tentando reinventar suas vidas a cada virada de ano, pois conhecem muito bem o campo em que atuam e não precisariam continuar na rotina exaustiva que é fazer todos os dias aquilo que não gosta.
Todos dizem que as crianças são o futuro da nação. Não tenho filhos, mas posso dizer que o correto é dizer que os pais são o futuro da nação. Você é médico, quanto você agradeceria sua mãe se desde pequeno fosse inserido no campo da medicina, com os princípios básicos para que agora você só precisasse estudar o complicado? Você é estilista, quanto você seria grato se seus pais tivessem te dado materiais para expor sua criatividade com desenhos, te dessem artigos e livros sobre este campo? Observe o quanto os profissionais que temos hoje poderiam estar evoluídos se os pais tivessem mais ação em seus estudos.
O ano de 2010 tem tudo para ser melhor, teremos mais investimento do governo, recuperação da crise, demanda e oferta a todo vapor, eleições e você o que vai fazer?
Todos podemos fazer algo, nunca é tarde. Se não quiser fazer algo pelo mundo e pelos outros faça por você. Aprenda, informe-se, mude.
Te desejo tudo de bom e melhor que 365 dias podem te dar!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Inovação - Como derrubar os obstaculos que cercam a criatividade nas empresas??

A estratégia não é tudo, sem dúvida. Temos de dar seguimento ao que foi conversado em reuniões e acertado nos planejamentos. Assim, podem ser aplicados processos para dar origem a iniciativas de novos negócios e novas idéias. Existem dois processos. O primeiro plataformas de inovação e o segundo banco de idéias.

Vamos conhecer um pouco sobre eles:



  • Plataformas de Inovação:

Estas são os temas de que se utiliza para inovar ou criar. Tudo o que possa tornar a construção mais enxuta, rápida e mais produtiva possível é interessante. Operando múltiplas plataformas simultaneamente, com foco específico nas soluções, cada plataforma se desenvolve pos intermédio de estágios.

Busca de oportunidades: Buscando as oportunidades no âmbito do tema escolhido.

Exploração: Explora-se uma gama de elementos com base no que está ocorrendo na economia local, regional ou global. Examina-se fatores como tendências, quais novidades em tecnologia para se aproveitar, entre outros. Focalizando a atenção para algumas poucas oportunidades boas, sólidas, que é interessante para aproveitar.

Ideação: Desse ponto em diante ocorre a maior parte do trabalho criativo. Já temos a oportunidade. Como tirar partido dela? Que tipo de coisas podemos fazer? Não há nenhuma fórmula secreta para dar força a idéia. Várias técnicas são divulgadas, mas o trabalho em equipe, deixando que cada indivíduo tenha sua idéia, refine com os parceiros e as idéias deles e trabalha-la novamente sozinho para depois ter o consenso do grupo, sem dúvida é a melhor prática quando se possui uma equipe para o trabalho.

Filtragem: Estabelecida a seleção de idéias, passa para o processo de filtragem das idéias e a identificação das que podem realmente tornar-se conceitos viáveis.

Desenvolvimento: Uma vez traduzida a idéia em um conceito, este volta para um comitê de invação para verificação de se esta ou estas idéias tem a possibilidade de sucesso.

  • Banco de Idéias:

Um sistema em que qualquer pessoa pode propor uma idéia. Pode ser implementada em uma empresa, em fóruns, em comunidades, entre outros. Alguém da um tema e os autores das idéias tem que explicar quais são os benefícios, custos, implicações e fatores de sucesso, e como implementá-la. Isso obriga o proponente a pensar bem na idéia e faz com que as outras pessoas que estão pensando além de expor suas idéias, também aperfeiçoar as dos outros com seus conhecimentos diferenciados.

Links sobre inovação e criatividade:

Possibilidades - Você é criativo?

Fábrica de Criatividade

Internativa - Artigo Criatividade

Instituto Inovação

Revista Brasileira de Inovação

Medições para o Marketing

"O empirismo nos investimentos de marketing está com os dias contados??"

Em sua nova obra, The Four Pillars of Profit-Driven Marketing (Os quatro pilares do marketing direcionado pelo lucro), os consultores Leslie H. Moeller e Edward C. Landry, da Booz Company, afirmam que cada vez mais deverá ser transparente a contabilidade das empresas. Assim, acabando com tiradas como a do varejista John Wanamaker que diz "Eu sei que metade dos dólares que invisto em publicidade é perdida. Só não sei qual metade."
Frases como estas marcaram a história do Marketing e serviram para resumir algo que se dava na prática: as empresas se acostumaram a aceitar um certo relaxamento ao medir o retorno de seus investimentos em Marketing.

Em tempos em que as empresas estão sendo enxugadas em busca da qualidade total podemos usar a frase de Moeller, "O marketing é a última laranja ainda não expremida." A capacidade analítica extraída de dados relativos à publicidade será cada vez mais um diferencial competitivo para as empresas.

A dupla afirma que mais do que possível, é extremamente necessária a medição de forma precisa do retorno sobre investimento (ROI) de marketing em 90% dos casos. Eles concedem que apenas 10% dos gastos estão em uma esfera complicada demais para ser medida.

Seguem então os tão esperados pilares que fala o título do livro:

  • O Pilar Analítico: O objetivo da análise de dados é ter uma compreensão mais exata possível da relação entre investimentos de marketing e vendas. Com utilização de bons dados básicos de forma correta. Modelos matemáticos já existem e são cada vez mais fundamentais.
  • O Pilar da Decisão: Ter uma boa base de dados e capacidade analítica não funciona se isso não for transformado em informação que possa ser utilizada de maneira prática. Essa é a função do que os autores chamam de "Ferramentas de Apoio de Decisão". São softwares capazes de interpretar e traduzir a informação básica.
  • O Pilar do Processo: Para tornar realmente eficiente e preciso o investimento de marketing, é necessário que os dados e as ferramentas de decisões sejam extraídos ou aplicados de maneira sistemática e integrada em todo o processo: da seleção do público-alvo, passando pelo planejamento e execuçãoda estratégia, até a análise depois do evento.
  • O Pilar do Alinhamento: Como já ficou claro, para construir uma cultura de marketing que realmente esteja preocupada com o retorno do investimento é preciso uma ampla integração entre diferentes áreas da empresa, algumas que sequer estão sob o controle do departamento. É necessário também o estabelecimento de um processo de decisão baseado no conhecimento e nas ferramentas de análise, e redesenhar estratégias.

Segue link para espiar o livro (em inglês)

http://books.google.com.br/books?id=eK1QcKwDNjwC&dq=Moller+e+Landry&printsec=frontcover&source=bl&ots=aJdqBwb-mx&sig=4ui7tica2LcHTGlbtKkMxijsquk&hl=pt-BR&ei=tUw5S8XMD8eWtgerq7D7CA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CAgQ6AEwAA#v=onepage&q=&f=false

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Descubra o que te atrai!!!!

A maior motivação que alguém pode ter para ser criativo é dominar tudo sobre o que lhe atrai.

"Gosto não se descute, é verdade, mas, para nossa sorte, há milhares de atividades diferentes em cada um dos muitos domínios de que já ouvimos falar. Em algum lugar, uma hora ou outra, cada um de nós encontrará aquilo que considera belo."

Seguem links de criatividade e inovação!!!!!

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Portal Inovação